MANEJO TERAPÊUTICO E TRATAMENTO CIRÚRGICO DE PACIENTE REPTILIANO COM PROLAPSO PENIANO: RELATO DE CASO

Autores

  • Danilo Jesus
  • Camenas Barata
  • Lórena Silva
  • Matheus Oliveira
  • Victor Fernando Lima

Palavras-chave:

Penectomia, Quelônio, Tratamento

Resumo

O prolapso peniano é uma afecção comum na clínica médica reptiliana, sendo os jabutis, um dos principais grupos de animais acometidos. Quando não tratados estes indivíduos podem desenvolver infecções e necrose, levando ao comprometimento da capacidade reprodutiva ou até mesmo a morte nos casos mais graves. Tendo em vista a escassez de estudos descritivos, o objetivo deste trabalho é relatar o manejo terapêutico e tratamento cirúrgico em um jabuti-piranga (Chelonoidis carbonaria) com prolapso peniano. Foi atendido no Centro de Aprendizagem e Manejo de Animais Silvestres, da Universidade Federal de Sergipe, Campus do sertão, um exemplar de jabuti-piranga (C. carbonaria), macho, adulto, pesando 5,5 kg, com histórico de prolapso peniano e ausência da ingestão de alimento e água a cerca de sete dias. Ao exame físico foi observado pênis prolapsado, congesto, com áreas de escoriações e necrose. Como tratamento, optou-se pela cirurgia de penectomia, sendo o paciente submetido a sedação associada a anestesia epidural. Após a antissepsia do órgão reprodutor, realizou-se a incisão dos ligamentos penianos e com a técnica das três pinças a ressecção do pênis, finalizando com sutura em bolsa, de forma temporária. No pós-cirúrgico o réptil foi tratado com antibioticoterapia, anti-inflamatório, pomadas cicatrizantes, além do manejo alimentar. Ao 10º dia o paciente apresentou uma boa recuperação, voltando a comer e beber água, recebendo alta médica uma semana após o procedimento cirúrgico.

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Publicado

2022-09-27

Como Citar

Jesus, D. ., Barata, C. ., Silva, L. ., Oliveira, M. ., & Lima, V. F. (2022). MANEJO TERAPÊUTICO E TRATAMENTO CIRÚRGICO DE PACIENTE REPTILIANO COM PROLAPSO PENIANO: RELATO DE CASO. ENCICLOPEDIA BIOSFERA, 19(41). Recuperado de https://conhecer.org.br/ojs/index.php/biosfera/article/view/5528