SUCESSÃO GERACIONAL E POLÍTICAS PÚBLICAS NA AGRICULTURA FAMILIAR: UM DIÁLOGO NECESSÁRIO

Autores

  • Tâmara Santos
  • José Araújo

Resumo

A agricultura familiar no Brasil vive intensamente transformações sociais, políticas e
econômicas, sobretudo a ausência de sucessores, uma vez que as relações sociais
nessa categoria,vêm se transformando e adaptando conforme as dinâmicas que é
proposta pela sociedade. Assim, quando a sucessão se processa, há gerações se
sucedendo, há conquistas e garantias da segurança alimentar, garantindo
reprodução das gerações subsequentes, logo a falta de sucessores, pode gerar uma
crise social na agricultura familiar. Diante disso, o objetivo desse artigo foi discutir os
desafios do processo de sucessão familiar no campo, a partir de uma análise das
políticas públicas, identificando quais são os fatores que influenciam os
descendentes dos agricultores a não sucederem a atividade familiar. Os principais
fatores identificados são a ineficiência de políticas públicas, pois apesar de toda a
essência dessas ações serem direcionadas para os agricultores permanecerem no
campo, com qualidade de vida, concretizando o processo de sucessão geracional na
agricultura familiar, são políticas que são muito bem delineadas no papel, contudo
ainda não são consolidadas como política de Estado, pois estão recheadas de
burocracias e limitações. Logo, se há sustentabilidade, pluriatividade, diversificação,
capacitação para os agricultores, políticas públicas eficientes e eficazes, parcerias
com os órgãos públicos e instituições de ensinos, meios apropriados, competentes,
suficientes, ágeis e capazes, a permanência no campo cumpre-se efetivamente e
sobretudo, a sucessão incorporada a agricultura familiar.

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Publicado

2020-12-26

Como Citar

Santos, T., & Araújo, J. (2020). SUCESSÃO GERACIONAL E POLÍTICAS PÚBLICAS NA AGRICULTURA FAMILIAR: UM DIÁLOGO NECESSÁRIO. ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, 17(34). Recuperado de https://conhecer.org.br/ojs/index.php/biosfera/article/view/2097